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    11.04.2017

    A Vinda de Jesus


    No estudo anterior aprendemos um pouco mais sobre como será a Volta de Jesus. Vimos, à luz da Bíblia, que Ele virá de forma visível e pessoal. Todos os habitantes da Terra contemplarão Sua vinda em glória e majestade. Também descobrimos que haverá apenas dois grupos naquele momento, os que se prepararam, agora salvos, e os que não se prepararam, agora em tremendo desespero. Eu e você estaremos em um destes dois grupos. Na sequência dos eventos, vamos entender hoje o que acontecerá após a Volta de Jesus. Chamamos este período Milênio, ou seja, mil anos, conforme mencionado em Apocalipse 20.

    9.07.2017

    A Queda de Babilónia Mística

    Chegamos ao capítulo 17 do livro do Apocalipse. Este é, sem dúvida, um dos capítulos mais difíceis de interpretação e talvez não tenhamos respostas para tudo que ele revela. Ele trata do julgamento da grande meretriz. Há duas palavras no grego, língua original do Apocalipse, que se referem a juízo: CRISIS e KRIMA. Quando se usa CRISIS, temos um juízo em andamento, mas quando se usa KRIMA, é a pronúncia do resultado, que poder ser positivo, absolvição, ou negativo, condenação. Aqui João usa a palavra KRIMA, é a sentença que será pronunciada sobre Babilônia, uma vez que o juízo que antecede a Volta de Jesus já foi concluído quando Ele deixou o Santuário Celestial (Apocalipse 15:8) e as pragas já estão caindo sobre a terra (Apocalipse 16).
    João recebeu as revelações do Apocalipse em forma de audiovisual. Ele ouviu e viu muitas coisas. Em alguns momentos ele apenas ouvia para depois ver (Apocalipse 1:10 e 12; 7:4 e 9). Em Apocalipse 17 acontece a mesma coisa. Primeiro o anjo disse que lhe mostraria o julgamento da “grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas” (Apocalipse 17:1). Mas quando o anjo o transporta em espírito, ele chega a um deserto e vê uma mulher montada em uma besta escarlate (17:3). Estas coisas causaram grande espanto em João (17:6) e são simbolismos que precisam ser desvendados com a ajuda e guia do Espírito Santo.

    Divisões do capítulo
    Podemos dividir o capítulo 17 em três partes muito claras. Nos versos 1 e 2 temos a fala do profeta. Depois, dos versos 3 a 6 temos uma descrição dos símbolos e dos versos 7 a 18 temos a explicação do anjo sobre conteúdo da visão. O anjo começa explicando sobre a besta (versos 7-14), para depois falar da meretriz (versos 15-18).

    A visão da meretriz
    1. O que o anjo disse para João sobre a meretriz (prostituta)? Apocalipse 17:1-3
    2. Achava-se sentada sobre _______________________________________________
    3. Com quem se prostituíram os ___________________________________________
    4. Com seu vinho ela embebedou os _______________________________________



    1. Quando João é transportado em espírito, o anjo o leva para um deserto. O que João viu agora? Apocalipse 17:4-6
    2. A mulher estava montada numa _________________________________________
    3. Achava-se a mulher vestida de __________________________________________
    4. Adornada de ________________________________________________________
    5. Tinha em sua mão ____________________________________________________
     
    Diante dos sinais vistos, João ficou admirado e espantado. Então o anjo lhe faz uma promessa: “Por que te admiraste? Dir-te-ei o mistério da mulher e da besta…” (Apocalipse 17:7). Hoje nos encontramos na mesma situação. Sem a ajuda do Espírito Santo jamais poderíamos compreender os mistérios deste capítulo e, talvez, nem tudo ainda esteja revelado.

    A profecia se amplia
    Entendendo que a profecia é uma verdade que se amplia, o capítulo 17 é um desdobramento do capítulo 13. Isso é comum em profecias apocalípticas. Por exemplo, em Daniel 2, vemos uma sequência de impérios (Babilônia, Medo-pérsia, Grécia, Roma e Roma papal) que é representada pela estátua de ouro, prata, bronze, ferro e barro. Os mesmos impérios são retratada em Daniel 7 por quatro animais: leão, urso, leopardo e o quarto animal, terrível e espantoso. Já em Daniel 8, os três últimos poderes, Medo-pérsia, Grécia e Roma, são representados por um carneiro, um bode e um “chifre pequeno”.
    O mesmo acontece em relação aos capítulos 13 e 17 do Apocalipse. Ocorre uma ampliação na descrição das entidades o que justifica uma mudança nos símbolos. Alguns argumentam que, dessa forma, a “besta que sobe do mar”, do capítulo 13, é mostrada na figura da “meretriz”, no capítulo 17. E a “besta de dois chifres” é substituída por outro símbolo, a “besta escarlate”. Essa seria uma possibilidade na interpretação dos símbolos. Já identificamos, em Apocalipse 13, a besta que sobre do mar como sendo Roma, em suas duas fases, pagã e papal. E a segunda besta que sobe da terra, como sendo os Estados Unidos da América do Norte. Agora, no capítulo 17, temos uma ampliação destas entidades.
     
    Descrição da grande meretriz
    A primeira informação do texto é que a meretriz achava-se sentada sobre muitas águas. A mesma descrição é feita da besta de Apocalipse 13, pois ela surge do mar. O anjo explicou a João: “As águas que viste, onde a meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas” (Apocalipse 17:15), ou seja, o sistema papal que surgiu num local densamente povoado.
    É-nos dito também que com esta meretriz se prostituíram os reis da terra. Isto significa uma união ilícita que tem havido entre a igreja e o estado. Nas vestes da mulher predominam a cor púrpura e escarlate. A cor escarlata, ou vermelho, é usada na Bíblia como símbolo de pecado (Isaías 1:18) e associada também com Satanás (Apocalipse 12:3).
    A mulher tem um cálice de ouro em suas mãos. O ouro é símbolo de fé e amor (Tiago 2:5; Gálatas 5:6), a igreja apostatada professa fé pura, no entanto, está cheio de corrupção, como representado pelo “vinho”. O vinho com o qual embebedou os habitantes da terra é símbolo de suas falsas doutrinas, tais como: imortalidade da alma, tormento eterno dos ímpios, negação da pré-existência de Cristo, confissão de pecados ao sacerdote, existência do purgatório, santidade do primeiro dia da semana e outros.
     
    1. O que estava escrito na fronte da mulher? Apocalipse 17:5
    ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
     
    A visão do Apocalipse revela que a igreja de Roma é a igreja-mãe, pois possui filhas e estas filhas são simbolizadas como as igrejas que se apegam as doutrinas e tradições de Roma que não se baseiam na Bíblia. Muitas destas filhas saíram dela, mas apesar de havê-la abandonado conservam muitos dos seus vícios e de sua conduta religiosa equivocada. Saíram da casa da mãe, mas continuam embriagados com seu vinho.
     
    1. Com o que a mulher estava embriagada? Apocalipse 17:6
    ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    Apocalipse 13 nos diz que a besta que sobe do mar pelejaria contra os santos e os venceria (13:7). Agora, este mesmo poder, o sistema papal, a igreja de Roma, são retratados no capítulo 17, como estando embriagados com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus. Essa é uma linguagem figurada para falar dos milhares que foram perseguidos e mortos por este poder religioso. Durante as trevas da Idade Média milhares de cristãos fiéis foram injustamente designados “hereges”, e foram perseguidos e mortos simplesmente por não concordarem com os erros e tradições da igreja de Roma. Quando cair a terceira praga, e os ímpios não tiverem água para beber, em seu desespero, eles beberão sangue. O Apocalipse diz: “porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso” (Apocalipse 16:6).

    A VISÃO DA BESTA ESCARLATE
    1. Qual a descrição que o anjo faz da Besta? Apocalipse 17:3.
    2. Qual era a cor da besta? _______________________________________________
    3. Ela estava repleta de que? ______________________________________________
    4. Quantas cabeças ela possuía? ___________________________________________
    5. Quantos chifres ela possuía? ____________________________________________
     
    O Anjo explica o mistério
    A identidade da meretriz que cavalga a besta não tem sido um ponto de discussões tanto quanto a identidade da besta, suas sete cabeças e seus dez chifres. Uma das interpretações mais correntes tem sido que a besta em questão aponta para a mesma entidade representada pela besta de Apocalipse 13, e que seria o Império Romano, cuja capital foi considerada a “cidade das sete colinas”, como sugere Apocalipse 17:9. Essa interpretação enfrenta um problema, pois em Apocalipse 17:16, a besta “escarlate” e os “reis da terra” odeiam e destroem a meretriz, que já identificamos como Roma, o que requer necessariamente uma distinção entre essas duas bestas.

    Duas possíveis interpretações
    Apresentaremos a seguir duas possíveis interpretações para esta besta escarlate:
    1. a) Besta escarlate – símbolo do próprio Satanás
    Há uma grande semelhança entre a besta do capítulo 17 e o dragão do capítulo 12, símbolo de Satanás. Ambos possuem sete cabeças e dez chifres (12:3 e 17:7). Eles possuem a mesma cor – escarlate ou vermelho (12:3 e 17:3). Os dois poderes se opõem a Jesus (12:13 e 17:14).
    Falando sobre este poder, Apocalipse 17:8 diz: “a besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição…”. A palavra abismo aparece no Apocalipse sete vezes. Em Apocalipse 20, um anjo desce do céu com a chave do abismo em sua mão e aprisiona Satanás por mil anos. Depois deste período ele é solto, para logo em seguida ser destruído.

    Assim, a besta que “era”, referência ao tempo histórico, quando Satanás persegue a igreja de Deus (Apocalipse 12). A besta que “não era”, é uma referência ao período de mil anos, quando Satanás será acorrentado por um anjo e lançado no abismo” (Apocalipse 20:1-2). E, “está para emergir do abismo e caminha para a destruição”, refere-se a soltura e destruição final de Satanás após o milênio (Apocalipse 20:9-10).

    1. b) Besta escarlate – símbolo dos Estados Unidos da América do Norte
    Há ainda uma segunda possibilidade. Aplicar o simbolismo desta besta escarlate aos Estados Unidos da América. No panorama escatológico do Apocalipse, é este o último poder político-militar de alcance global (Apocalipse 13:12), e que assumirá atitudes imperiais como os sete impérios anteriores a ele, que é “procedente” da Europa e, portanto, tem uma relação com os anteriores em termos de origem. Sendo que as cabeças da besta escarlate representam sete impérios mundiais (Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia, Grécia, Roma e Roma papal), a oitava cabeça pode ser, portanto, o poder americano, conforme representado pela besta de dois chifres em Apocalipse 13:11, pois é este poder que “apoia”, no capítulo 13, ou “carrega”, no capítulo 17, a besta que sai do mar ou grande prostituta.

    Sete cabeças
    O anjo explicou para João: “Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis” (Apocalipse 17:9). Os sete “montes” devem ser considerados como na mentalidade hebraica, ou seja, como reinos. Por meio de um paralelismo, Isaías usa de forma intercambiável “montes” e povo/nação (Isaías 37:32; Salmo 48:2; Jeremias 51:25, Daniel 2:34-35; Zacarias 4:7). O mesmo ocorre com o termo “rei”, que os judeus usavam como equivalente de “reino” (Daniel 7:17; 8:21, 23).Assim, “montes” e “reis” devem apontar para reinos ou impérios representados nas cabeças da besta.
    Como a explicação do anjo é feita da perspectiva temporal do profeta, ou seja, no primeiro século, cinco deles já tinham se passado (Egito, Assíria, Babilônia, Medo-pérsia e Grécia), um existia (Roma) e o sétimo ainda viria (Roma papal), que só se estabeleceu em 538 a.D.
    A afirmação do anjo de que o sétimo reino (Roma Papal) teria de durar “pouco” (1260 anos) pode ser entendida da perspectiva da garantia da vitória dos fiéis de Deus alcançada na cruz e não do ponto de vista do tempo cronológico. O adjetivo “pouco” (OLÍGON) é também usado em Apocalipse, ao se afirmar que o diabo, após a cruz, sabia que tinha “pouco tempo” (Apocalipse 12:12). Entretanto já se passaram mais de dois mil anos. O sentido de OLÍGON não se refere a tempo cronológico.

    Por outro lado, ao falar que o dragão será solto após o Milênio, mas por “pouco tempo”, João usa MIKRON (Apocalipse 20:3), indicando um tempo cronometrado. Assim, o conhecimento destas duas palavras gregas nos permite concluir que a expressão “pouco tempo”, não é um empecilho para aplicarmos esse símbolo da besta escarlate ao próprio Satanás.

    Dez Chifres
    Estes 10 chifres representam poderes políticos durante o tempo da sétima cabeça, que apoiarão a besta (17:13). Estas nações têm o propósito de se unir com a besta para forçar os habitantes da terra a “beber” o vinho de Babilônia, isto é, unir o mundo sob seu controle e eliminar todos os que se recusam a cooperar.
     
    Conclusão
    Embora o capítulo 17 de Apocalipse fale de poderes malignos ativos contra Deus e Seu povo, o controle da história deste mundo ainda está nas mãos de Deus. Ele traz juízo sobre os inimigos de Seu povo e livra Seus santos de todas as perseguições.
    Podemos estar cientes que, a despeito das uniões dos poderes das trevas, no tempo do fim, contra Deus e Seu povo, nossa vitória está garantida. A promessa é que “Em todas as coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Romanos 8:37).

    Minha declaração de fé
    Assinale com um X se concordar com as declarações abaixo:
    (   ) Acredito que Deus está no controle da história e que nada foge ao Seu poder.
    ( ) Desejo me posicionar ao lado do Cordeiro, nesta grande batalha entre o bem e o mal.
    ( ) Vou consagrar minha vida a Deus, orar todos os dias, e estarei pronto para as batalhas espirituais do tempo do fim.

    Bênção final “… Que a paz de Deus, que excede todo entendimento, guarde seu coração e sua mente em CRISTO JESUS” (Filipenses 4:7).


    Leia também:

    O presente guia é um manual composto por diversos temas bíblicos esquematizado pelos ASD, graças a Deus conseguimos tê-lo em nosso blog copiando no site DESVENDANDO A Bíblia.
    Estude se possível cada dia uma lição sempre com a bíblia ao lado. Confira os temas abaixo:
    1. A Bíblia Sagrada
    2. A BELEZA DA CRIAÇÃO
    3. A ORIGEM DO MAL
    4. O PLANO DA SALVAÇÃO
    5. FÉ, ARREPENDIMENTO E CONFISSÃO
    6. SINAIS DA VOLTA DE CRISTO
    7. A VOLTA DE CRISTO
    8. O MILÊNIO
    9. A VERDADE SOBRE A MORTE
    10. A NOVA TERRA
    11. SALVAÇÃO PELA GRAÇA
    12. O SANTUÁRIO DE DEUS
    13. O JUÍZO
    14. AS LEIS NA BÍBLIA
    15. A LEI MORAL
    16. O MANDAMENTO ESQUECIDO
    17. DO SÁBADO PARA O DOMINGO
    18. PRINCÍPIOS DE SAÚDE
    19. COMO IDENTIFICAR A IGREJA VERDADEIRA
    20. PORQUE DEVO ME BATIZAR
    21. O DOM DE PROFECIA
    22. O DÍZIMO
    23. OFERTAR, UM ATO DE ADORAÇÃO
    24. PRINCÍPIOS DE VIDA CRISTÃ
    25. EDUCAÇÃO CRISTÃ
    26. A VIDA NO ESPÍRITO
    Apêndice 1
    Apêndice 2
    Apêndice 3
    Apêndice 4
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    8.31.2017

    As 7 Pragas do Apocalipse

    A composição literária do Apocalipse mostra que as pragas ocorrerão após o último chamado ao arrependimento (a proclamação das três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12) e depois do selamento dos santos (Apocalipse 7:1-4). O povo de Deus do tempo do fim é chamado a separar-se de “Babilônia” e unir-se a Cristo, “para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Apocalipse 18:4). Aqui temos um paralelo com o episódio das dez pragas que caíram sobre o Egito. Assim como o Israel da antiguidade foi protegido pelo “sinal” do sangue nos umbrais das portas (Êxodo 12:13), assim o “Israel” do tempo do fim será protegido por um selo especial de Deus, que os anjos colocarão na fronte de cada um dos escolhidos (Apocalipse 7:3; 14:1).

    8.24.2017

    O Convite para Adorar a Deus


    Em Apocalipse 14 João emprega uma figura de linguagem em que ele antecipa certos acontecimentos. Encontramos aqui uma estrutura proléptica, na qual primeiro é descrito o grupo dos 144 mil (versos 1-5), para então serem mencionadas as três mensagens angélicas responsáveis pela origem deste grupo (versos 6-12). Tanto a proclamação das mensagens quanto a formação do grupo são descritas como ocorrendo no período final da história humana, que antecede a segunda vinda de Cristo e o juízo final (versos 14-20).

    8.22.2017

    A Besta que Sobe do Mar



    No estudo anterior conhecemos as características da Besta que sobe do mar, que é Roma em suas duas fases: imperial e papal. Entretanto, na continuidade do Apocalipse 13 encontramos uma segunda Besta. Ela possui características distintas e emerge da Terra. No estudo de hoje descobriremos que poder é representado por essa Besta, de que forma ela se unirá e apoiará a

    8.05.2017

    O Monstro do Apocalipse 13

    Resultado de imagem para a besta do apocalipse


    O capítulo 13 de Apocalipse amplia com muitos detalhes a guerra do dragão contra a mulher do capítulo 12. O capítulo 12 termina dizendo que o dragão, Satanás, estava irado contra a mulher, a igreja, e foi guerrear contra “os restantes da sua descendência”. Então no capítulo 13 são apresentadas duas bestas, símbolo de dois poderes que se aliarão ao dragão contra Deus e Seus santos. Estes capítulos formam uma mesma unidade temática. O dragão prossegue sua luta contra Deus e desta vez usará dois poderes, duas bestas, para tentar alcançar seus objetivos. No estudo de hoje vamos identificar a primeira besta, que poder ela representa e qual seria sua obra no cenário do tempo do fim.

    1. De onde surge a primeira besta vista por João? Apocalipse 13:1
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    João viu a primeira besta surgir do mar. “Mar” em profecia, é símbolo de “povos, multidões, nações e línguas” (Apocalipse 17:15). Isto quer dizer que esta primeira besta se levantaria de um território densamente povoado. Vamos continuar analisando todas as suas características informadas no Apocalipse até termos condições de identificar este poder na história.

    1. Quantos chifres possuíam esta Besta e o que eles representam? Apocalipse 13:1; 17:12
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    Há uma íntima relação entre Apocalipse 13 e Daniel 7. Daniel viu quatro animais que surgiram do grande mar. O primeiro parecia um leão, seguido um urso, depois um leopardo e, finalmente, um quarto animal, chamado apenas “terrível e espantoso” (Daniel 7:3-7). Estes quatro animais representam quatro reinos que assumiriam o poder político na história e estão em paralelo com os metais da estátua do capítulo dois de Daniel, ouro, prata, bronze e ferro. Eles representam respectivamente os impérios da Babilônia, Grécia, Medo-pérsia e Roma.
    O quarto animal, designado “terrível e espantoso”, possuía dez chifres (Daniel 7:7). O anjo explica a Daniel que os dez chifres representavam dez reinos que se levantariam deste quarto império, ou seja, Roma (Daniel 7:24). Sabemos pela história que Roma não perdeu seu poder para um quinto império mundial, mas foi minado em suas bases por dez tribos bárbaras que invadiram a Itália, entre os anos 351 até 476 a.D., quando finalmente cai Roma Ocidental e morre Romulo Augusto, o último dos imperadores. As tribos bárbaras eram os Alamos, Francos, Burgundos, Suevos, Visigodos, Anglo-Saxões, Lombardos, Vândalos, Ostrogodos e Hérulos.
    Quando sai de cena o imperador a figura que assumirá o controle político e eclesiástico é o papa. A expressão latina pontifex maximus (literalmente “máximo construtor de pontes” ou “supremo construtor de pontes”) designava o sacerdote supremo do colégio dos sacerdotes, a mais alta dignidade na religião romana. Este título foi incorporado pelos imperadores romanos, a partir de Augusto (27 a.C. até 14. a.D.). Com a queda do Império Romano, no século V, esse título passou a ser usado pelos bispos e, após o século XI, apenas para os papas.

    1. Quantas cabeças possuía esta Besta e o que eles representam? Apocalipse 13:1; 17:9, 10
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    A besta que surge do mar possui sete cabeças. Já vimos que essa besta se assemelha aos animais do capítulo sete de Daniel (leopardo, urso e leão). O leão possuía uma cabeça, o urso também, e o leopardo possuía quatro. Se somarmos estas seis cabeças com a cabeça do animal terrível e espantoso, Roma, chegamos às sete cabeças.
    Interessante notar ainda o que diz Daniel com relação aos três primeiros animais: “Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida por um prazo e um tempo” (Daniel 7:12). Parece-nos que estes animais ainda sobrevivem junto com o quarto, por isso a semelhança entre eles.

    O quatro animal de Daniel sete, “terrível e espantoso”, representa Roma na profecia. O que precisamos notar é que, após o surgimento das dez tribos, Daniel fala do surgimento de um chifre pequeno, o décimo primeiro (Daniel 7:8). Este chifre pequeno representa Roma Papal, que assumiu o controle após a queda do império em 476 a.D. Logo, o quarto animal (Roma Imperial) e o chifre pequeno (Roma Papal) estão em paralelo com o besta de Apocalipse 13, portanto trata do mesmo poder. Vejamos o paralelo:

     
    Quarto animal + Chifre Pequeno (Daniel 7)
     
    Besta do mar (Apocalipse 13)
    Olhos como de homem7:8Número de homem13:18
    Boca falava insolências7:8Boca que proferia arrogâncias e blasfêmias13:5
    Tirar o domínio e o destruir7:26Ferida mortal13:3
    Fazia guerra aos santos7:21Pelejaria contra os santos13:7
    Palavras contra o Altíssimo7:25Blasfêmias contra Deus13:6
    Magoaria os santos7:25Pelejaria contra os santos13:7
    Mudaria os tempos e a lei7:25Difamar o tabernáculo13:6
    Perseguiria por 1.260 anos7:25Autoridade para agir 42 meses13:5

    Logo, podemos concluir que a besta que sobe do mar representa Roma em suas duas fases, pagã e papal. Estas sete cabeças podem então representar os sete poderes que, ao longo da história, perseguiram o povo de Deus: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-pérsia, Grécia, Roma pagã e Roma Papal.

    1. Esta besta que sobe do mar era semelhante a que outros animais? Apocalipse 13:2; Comparar com Daniel 7:4-6
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    Roma, em suas duas fases, pagã e papal, copiaria elementos dos impérios que vieram antes dela. De Babilônia, Roma copiou a pretensão e o orgulho (Isaías 14:10-14; Daniel 4:30; Jeremias 50:29), o pecado e a transgressão à Lei de Deus (Isaías 13:11, 14:13-14). Da Medo-pérsia, Roma copiou o culto de adoração no dia do sol, o domingo. O antigo culto persa, chamado Mitraismo, dedicava o primeiro dia de semana à adoração ao deus Mitra, o deus sol. Da Grécia, Roma copiou o sistema de imagens e invocação de santos (os gregos davam formas humanas as suas divindades).

    1. Por quanto tempo este poder iria dominar e proferir arrogâncias e blasfêmias contra Deus? Apocalipse 13:5
    _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    O Apocalipse menciona que este poder agiria por 42 meses. Cada mês do calendário judaico possuía 30 dias, assim temos 30 X 42 = 1.260. Esta mesma forma de tempo aparece em Apocalipse 12:6, mil duzentos e sessenta dias. Se aplicarmos o princípio dia/ano de interpretação profética (Números 14:34; Ezequiel 4:6-7), temos então 1.260 anos literais.
    Este período se cumpre na história a partir do ano 538 a.D., quando os Ostrogodos, a última tribo bárbara que não aceitava a supremacia do papa foi expulsa de Roma. A partir daí, por 1.260 anos, o Papado perseguiu aos cristãos, chamados santos no Apocalipse. A perseguição somente teve fim em fevereiro de 1798, quando o Papa Pio VI foi preso por ordem de Napoleão Bonaparte.

    1. O que aconteceu com uma das cabeças da besta? Apocalipse 13:3
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    Este ferida mortal representa exatamente a prisão do Papa Pio VI por ordem de Napoleão Bonaparte. A partir desta data, 15 de fevereiro de 1798, o papa não deveria mais exercer qualquer função. Despojado de seu poder, tanto civil como eclesiástico, Pio VI morreu no exílio, em Valença, na França, no dia 29 de agosto de 1799. Cumpriram-se então as palavras proféticas: “Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai…” (Apocalipse 13:10). Um novo papa foi eleito em 14 de março de 1800, Pio VII, embora neste momento não tivesse nenhum poder.
    Todavia, a profecia diz que a ferida mortal seria curada e toda a terra se maravilharia seguindo a besta. Desde o concílio Vaticano I, realizado nos anos 1869 e 1870, o Papado busca se restabelecer. Neste mesmo concílio foi pronunciado o dogma da infalibidade papal, de acordo com o qual o papa, quando fala ex-cathedra, isto é, em função de seu ofício apostólico, seja para explicar uma doutrina ou um item da fé e moral a serem mantidos pela igreja, seja concernente à disciplina e ao governo da mesma, sua palavra é a lei e deve ser acatada sem questionamento, permanecendo inalterável por si mesma, e não pelo consenso da igreja. Desde então o prestígio do papa só tem crescido. No ano de 1962, o então papa João XXIII, foi declarado pela revista Time, o homem do ano. Em 1994, João Paulo II foi o segundo papa a receber este título. E em 2013, o papa Francisco recebeu o mesmo título.

    1. Este poder tem uma boca que profere arrogâncias e blasfêmias. Quem este poder difama? Apocalipse 13:5-6
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    Esta besta já foi identificada como sendo Roma, em suas duas fases, pagã e papal. Nos tempos do império, os imperadores romanos assumiram a posição de Deus e assim se consideravam. Já nos dias de Roma Papal, este título é aplicado ao papa. Leão XIII afirmou: “… Nós detemos nesta terra o lugar de Deus Todo-Poderoso…” (Praeclara Gratulationis Publicae – A Reunião da Cristandade – Encíclica promulgada em 20 de Junho de 1894).
    Pretender ser Deus é na Bíblia uma clara blasfêmia. Jesus foi acusado disso. Os judeus disseram: “Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10:33). Jesus não cometeu blasfêmia porque Ele é Deus. Mas qualquer outro que pretenda tal título, nisso blasfema.
    A Bíblia também afirma que a pretensão de perdoar pecados é blasfêmia. Os escribas e fariseus disseram de Cristo: “Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?” (Lucas 5:21). Mais uma vez Jesus não pecou, porque sendo Deus, pode perdoar pecados. Mas não é exatamente isso que pretende a doutrina da confissão auricular? Quando se busca o homem para perdão de pecados? Assim, as blasfêmias proferidas por este poder se aplicam claramente a Roma Papal.

    Como este poder, Roma Papal, difama o tabernáculo? Quando afasta a mente dos homens da obra mediadora de Cristo, no santuário celestial, e pretende assumir a posição de mediador entre Deus e os homens, posição esta conferida por Deus apenas a Cristo (Atos 4:11-12; 1 Timóteo 2:5; 1 João 2:1).

    1. Este poder tentaria roubar a adoração que pertence somente a Deus. Quem aceitaria adorar este poder? Apocalipse 13:8
    ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    Existe uma união entre o dragão e a besta que surge do mar, porque ambos possuem sete cabeças e dez chifres (comparar Apocalipse 12:3 com 13:1). No fato do dragão delegar seu poder, seu trono e grande autoridade a primeira besta é isto uma imitação deliberada de como Deus tem dado seu poder e seu trono ao filho, Jesus Cristo (Apocalipse 5:12-13). Por isso esta primeira besta se caracteriza como sendo o anticristo, porque procura ocupar o lugar deste. Da mesma maneira procura descrever a morte e a ressurreição do Messias pela própria morte e ressurreição da besta, após a ferida mortal. Por isso a besta opera como uma falsificação do cordeiro, um falso cristo. Além de tudo isso, busca para si a adoração que é devida apenas ao Criador (Apocalipse 14:7).
    Quem irá adorar este poder? Somente aqueles que NÃO têm seus nomes no livro da vida. A Bíblia faz várias menções a este livro. Moisés, colocando-se como intercessor entre o povo de Israel e Deus, disse: “Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste” (Êxodo 32:32). Davi também fez menção a este livro: “Sejam riscados do Livro dos Vivos e não tenham registro com os justos” (Salmo 69:28). O próprio Cristo disse aos discípulos: “Não obstante, alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus” (Lucas 10:20). E o Apocalipse, falando sobre quem poderá ter acesso a cidade santa, afirma: “Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Apocalipse 21:27).


    Conclusão

    Falando desta besta que sobe do mar, o poder papal, Apocalipse 13:8 afirma que “adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra”. É evidente que esse “todos” tem sentido relativo, pois os verdadeiros cristãos não adorarão este poder. Vai chegar o tempo em que a ferida mortal estará completamente curada, e a supremacia da besta será reconhecida em todas as partes do planeta. Não é precisamente para isso que caminhamos, ao ver os noticiários da TV ou sites da Internet? Este poder será mundialmente adorado e, para isso, um dia será dedicado de forma especial.
    Apocalipse 13:16 fala de uma marca que será aplicada sobre a mão direita ou sobre a fronte. Esta marca tem haver com um falso dia de adoração que será imposto aos habitantes da terra. Conheceremos mais deste assunto em nosso próximo estudo, uma besta que sobe da terra. Por hoje, ouçamos o convite do Apocalipse: “Adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7). Ele é nosso Criador e nosso Redentor. Louvado seja Deus!

    Minha declaração de fé
    Assinale com um X se concordar com as declarações abaixo:
    ( ) Acredito que somente Deus é digno de ser adorado e desejo entregar minha vida a Ele.
    ( ) Buscarei a Deus através de Cristo, meu único e legítimo mediador.
    ( ) Confessarei meus pecados somente a Cristo e lhe pedirei que, por Seus méritos conquistados na cruz, me perdoe os pecados e me conceda uma novo coração.


    Bênção final “… Que a paz de Deus, que excede todo entendimento, guarde seu coração e sua mente em CRISTO JESUS” (Filipenses 4:7).
    Leia também:


    O presente guia é um manual composto por diversos temas bíblicos esquematizado pelos ASD, graças a Deus conseguimos tê-lo em nosso blog copiando no site DESVENDANDO A Bíblia.
    Estude se possível cada dia uma lição sempre com a bíblia ao lado. Confira os temas abaixo:
    1. A Bíblia Sagrada
    2. A BELEZA DA CRIAÇÃO
    3. A ORIGEM DO MAL
    4. O PLANO DA SALVAÇÃO
    5. FÉ, ARREPENDIMENTO E CONFISSÃO
    6. SINAIS DA VOLTA DE CRISTO
    7. A VOLTA DE CRISTO
    8. O MILÊNIO
    9. A VERDADE SOBRE A MORTE
    10. A NOVA TERRA
    11. SALVAÇÃO PELA GRAÇA
    12. O SANTUÁRIO DE DEUS
    13. O JUÍZO
    14. AS LEIS NA BÍBLIA
    15. A LEI MORAL
    16. O MANDAMENTO ESQUECIDO
    17. DO SÁBADO PARA O DOMINGO
    18. PRINCÍPIOS DE SAÚDE
    19. COMO IDENTIFICAR A IGREJA VERDADEIRA
    20. PORQUE DEVO ME BATIZAR
    21. O DOM DE PROFECIA
    22. O DÍZIMO
    23. OFERTAR, UM ATO DE ADORAÇÃO
    24. PRINCÍPIOS DE VIDA CRISTÃ
    25. EDUCAÇÃO CRISTÃ
    26. A VIDA NO ESPÍRITO
    Apêndice 1
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    O Sábado Bíblico perdeu-se no tempo?

    Prezado senhor, sua carta ao astrónomo real de Greenwich foi enviada a nós aqui o diretor me solicitou que respondesse. A continuidade da semana de sete dias tem sido mantida desde os primeiros dias da religião judaica.
    O astrónomo pode se preocupar com decisões relacionadas ao tempo, à data do calendário e ao número do ano. Mas, como a semana é um ciclo civil, social e religioso, não há motivo algum para que sofra alterações com quaisquer ajustes no calendário. Todas as tentativas de modificar o ciclo de sete dias sempre despertaram a mais determinada oposição das autoridades judaicas. Temos certeza de que nenhuma alteração dessa foi colocada em prática.
    A mudança do calendário juliano para o gregoriano (1582-1927) foi realizada de modo a manter inalterada a sequencia dos dias da semana. Atenciosamente, R. H. Tucker. Oficial de Informações.”

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